Viagem com um bebê de seis meses: minha experiência com Theo


Quando a gente resolveu que iria viajar com Theo ele estava com uns dois meses. Aliás, acho que essa decisão já existia desde muito antes de ele ser concebido. Eu e João amamos viajar – tenho até um blog de viagens, o Passeando – e nunca passou pela nossa cabeça deixar de fazer isso por causa da chegada de um filho. Pelo contrário, queríamos muito ter essa experiência de viajar com nosso pimpolho grudado na gente. Então, no início desse ano, compramos as passagens para a nossa primeira trip internacional a três com destino à Colômbia. E agora em maio, embarcamos para essa aventura deliciosa: uma viagem com um bebê de seis meses.

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Poucas foram as pessoas que agiram naturalmente ou disseram um “que massa” quando falamos que iríamos viajar com nosso bebê. Ao contrário, a maioria me chamou de “corajosa” e/ou “louca”. Acho até que escutei um “irresponsável” nas entrelinhas, mas confesso que nem liguei. Sabia muito bem o que estava fazendo. E num é que sabia mesmo?! Foi tudinho como eu imaginava que seria – e não estou falando só da parte fácil.

Eu não sei que danado as pessoas têm de problematizar tanto coisas tão simples. Bebês nascem em todos os lugares do mundo e vivem direitinho. Filho dá trabalho de qualquer jeito, seja em casa ou fora dela. Aliás, isso é relativo, porque dependendo da criança ela se comporta melhor na rua do que em casa. E é exatamente esse o caso de Theo. Qual o problema então? Eu não via nenhum e – ainda bem! – embarquei junto com ele e João nessa viagem. E foi massa!

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Hoje em dia, com a internet, é muito mais fácil a gente se planejar, saber o que vai encontrar em determinado lugar, ler relatos de quem já viajou com bebês. Além disso, há vários blogs de famílias que viajam juntas e dão dicas de como se preparar bem, o que levar… acho que muito do “medo” das pessoas quanto a viagens com bebês é o desconhecido, mas na era digital nada é mais tão desconhecido assim.

Mas não é muito cansativo? Não dá muito trabalho? Vou contar uma coisa a meu respeito: eu não gosto muito de rotina. O que mais me cansa na maternidade são os dias muito iguais uns aos outros: mamar, trocar fralda, brincar, mamar de novo, trocar fralda de novo… tudo em casa, naquele mesmo cenário. Então, para mim, fazer isso tudo em outro ambiente, viajando, curtindo, conhecendo novas pessoas e costumes, é muito mais legal. Claro que cansa, mas em casa eu também me canso. E, afinal, não estamos falando aqui sobre viver viajando, mas sim sair pro mundo por uns dias, neam?!

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Viagem com um bebê de seis meses: algumas dicas

Primeiro de tudo, conheça bem o seu filho e não crie expectativas erradas em cima dele. Eu sei exatamente como Theo é, o que gosta, o que não gosta, como se irrita, etc e tal. Então eu já imaginava os momentos em que ele iria se estressar e outros em que iria curtir junto com a gente. E encarei sabendo disso! Por exemplo: ele é super agitado, não gosta de ficar sentado, parado e nem fazendo a mesma coisa por muito tempo. Ou seja, eu sabia que a viagem de avião seria complicada, já que ele teria que ficar sentado, brincar no colo… E posso até dizer que nem foi tanto. Foram vários voos e só em um ele chorou mais. Nos outros tudo correu super bem, praticamente zero reclamação. Assim como eu sei que ele dorme melhor quando está passeando, e foi exatamente o que aconteceu.

Outra coisa: viajar com um bebê, claro, demanda mais calma, tudo é mais demorado. Isso é pra vida, né?! Eu sempre fui a louca do horário, mas depois que tive filho estou relaxando mais com isso. Sair de casa é uma novela. E na viagem, claro, é a mesma coisa: tem que ter os cuidados todos com ele antes de sair, organizar a bolsa, pegar isso, aquilo, trocar fraldas no meio dos passeios, parar pra dar a comida… a gente estava preparado e montamos um roteiro com mais dias para não fazer as coisas correndo. Mas também estávamos prontos para não voltarmos frustrados caso não conseguíssemos ver tudo o que queríamos.

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Com quem você viaja faz toda a diferença! Nessas férias eu experimentei três situações de viagem com bebê. Na primeira parte, fiquei em São Paulo na casa da minha tia, com tudo à mão e pessoas próximas ao redor – incluindo ela, pediatra. Comodidade total! Na segunda parte, fomos a Bogotá somente os três: eu, Theo e João. E a terceira etapa da viagem, em Cartagena, nos encontramos com os pais e a irmã de João, que, claro, nos ajudaram com Theo.

Se você for viajar com seu bebê, é importante saber quem vai estar com você e como a pessoa pode e vai te ajudar. Aqui em casa João é um pai participativo – não sou muito fã da expressão “pai ajuda” porque a-ju-dar não existe, né?! A única coisa que o pai não pode fazer é dar de mamar, o resto é de igual para igual. Mas a gente sabe que tem muito pai que acha que fazer alguma tarefa com o filho é “dar uma força” para a mãe e essa acaba ficando sobrecarregada. Se no dia a dia em casa é assim, então viaje sabendo como vai ser lá fora também. A gente lidou bem com as tarefas e perrengues com Theo e foi tudo tranquilíssimo, mesmo quando estávamos só os três. Com mais pessoas, claro, você tem um descanso, porque são muitos os braços para pegar o bebê e deu até para dar uma saidinha para jantar enquanto ele dormia ao lado da vovó. 😀

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E a rotina, como fica? Theo nunca foi bom de dormir durante o dia, então ele não tem horários certos de cochilos. Quando dorme, dá cochilinhos de meia hora e pronto. E na rua, passeando, é mais fácil ele relaxar e dormir do que em casa. Na viagem foi exatamente assim. Quando menos esperávamos, lá estava ele roncando no carrinho. Aí a gente reclinava o encosto e ele dormia tranquilamente. Se estivéssemos em algum lugar muito agitado, barulhento, procurávamos um cantinho mais calmo para ele não acordar. Já à noite, a gente sabia que tantas mudanças poderiam afetar o sono dele. E realmente mudou. Antes de viajar ele estava dormindo super bem, mas na viagem passou a acordar mais. Mas isso também não é regra. Tem bebês que pouco se abalam com mudanças e continuam tranquilos mesmo com alterações na rotina.

E a alimentação do bebê em viagem? Essa questão me preocupava bastante, já que Theo tinha seis meses e meio e eu sabia que ele já iria estar se alimentando. Mas as pediatras disseram não ser problema inserir as papas salgadas só na volta. Ou seja, ele viajou só com peito e frutinhas nos lanches da manhã e da tarde. Portanto, isso não foi problema. Pegávamos no café da manhã do hotel as frutas para o dia e, quando dava a hora do lanche, a gente parava em algum lugar. Simples assim!

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Ah, importantíssimo: acima de tudo, respeite o seu bebê! É bom estar atento aos sinais que ele dá. Se você achar que ele está muito cansado, que já viu coisas demais, está irritado, não adianta forçar e querer fazer mil coisas com ele. Volte para o hotel e curta por lá, brincando e fazendo atividades mais calmas. Ter um filho é abrir mão de um bocado de coisa e em viagens é assim também.

Estou escrevendo esse post e lembrando de várias dicas para dar para quem também pensa em se aventurar com os babies pelo mundo. Como esse aqui já está meio longo, vou deixar a promessa de escrever um outro com dicas para planejar bem uma viagem com bebês, ok?!

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Esse texto aqui era mais para dizer que minha viagem de férias ao lado do meu filho foi deliciosa e que eu já estou aqui imaginando como vai ser a próxima. E dizer também que, se você quer viajar com seu bebê, planeje bem, conheça bem a sua cria, não crie expectativas erradas – é sempre melhor se surpreender! -, calcule os riscos e não dê ouvidos para comentários que possam te desestimular. A gente sabe o que funciona pra gente e, principalmente, para o nosso filho. Então, se você tem vontade de sair mundo afora com ele, vá simbora preparar as malas!

Até o próximo post!


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