Por que tanta culpa?


Estou começando minha vida como mãe agora, mas uma coisa já deu pra perceber: a culpa é um sentimento constante na maternidade. É incrível como a gente sente culpa por tanta coisa! Claro que algumas mães mais que outras. Mas se é com o primeiro filho, então, aí é que tudo pesa mesmo.

E a culpa pode ser por besteirinhas ou por decisões maiores. Há quem se culpe por ter dado a chupeta, outras porque deram a mamadeira muito cedo. Há ainda as que morrem porque resolveram sair e deixar ele com alguém por uma horinha e outras que acham que estão fazendo a pior coisa do mundo voltando a trabalhar com poucos meses do filho nascido. Fora a culpa por estar cansada, por querer fazer o bebê dormir mais para dormir também, por se incomodar com o choro estridente, por não conseguir amamentar…

culpa
Imagem: internet

Quando a gente ainda não está com o bebê no colo e tudo é só teoria, a gente sabe perfeitamente como ser a melhor mãe do mundo, né?! É tudo muito simples. Mas aí ele chega e te coloca de cabeça pra baixo, muitas vezes fazendo coisas que parecem te dizer: “Oxe, tá pensando que comigo vai ser assim, é?! Ah, não, eu quero é de outro jeito!“. Pois é, o bebê acaba mostrando a que veio e você acaba tendo que se adaptar a algumas necessidades dele.

Não que eu esteja dizendo que a gente deva se render em tudo, de jeito nenhum! A gente tem que moldar e ajudá-lo a entender “n” coisas. Mas cada bebê é único e eles têm necessidades próprias. Não adianta querer fazer com o nosso filho o que fulana faz com o dela porque simplesmente eles não são a mesma pessoa. É inevitável uma comparação aqui, outra ali, mas acho que a gente precisa evitar isso para não se cobrar demais, sabe?! Ainda mais nesse momento que já cobram tanto da gente…

Tem bebê que é calmo, sorridente e fica “de boa” de qualquer jeito. Passa o dia dormindo no carrinho ou olhando o mundo e só dá uma resmungadinha quando quer mamar. Já outros são agitados, só se acalmam andando pra lá e pra cá e abrem o berreiro quando estão com fome ou vão trocar a fralda. Não adianta tentar agir da mesma forma com esses dois, né?!

Do mesmo jeito que nós, mães, também somos diferentes umas das outras. Tem aquelas com os chacras alinhadíssimos, que não há choro estridente que desalinhe, enquanto outras são enérgicas e arrancam os cabelos facilmente. Também não dá pra tentar ser pro seu filho uma mãe que não combina com você, não é?!

Estou escrevendo isso aqui porque estou sentindo na pele. E por ter conversado com tantas outras mães que sentem a mesma coisa. Cada uma tem uma culpa diferente, mas todas, em algum momento, já se culparam por alguma atitude que tomaram. Mas sabe o que é o pior nisso tudo? É que além de toda essa culpa que a gente sente, ainda existem os pitacos e olhares reprovadores um monte de gente ao redor.

Nessas horas o negócio é lembrar daquela história que diz “no fim, a culpa sempre vai ser da mãe“. Então, se é pra sentir-se culpada de todo jeito, melhor aprender a encarar a maternidade de uma forma mais leve e, principalmente, que funcione para a gente e pro nosso bebê. Só nós mesmas para sabermos o que é melhor pro nosso filho e como vamos enfrentar esse novo universo de uma maneira mais feliz.

P.s.: fui super madura nesse texto, mas na prática ainda estou na luta. Reconhecer é o primeiro passo. 😀


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