Minha volta ao trabalho após licença maternidade…


Segunda-feira passada, dia 22, exatamente quando Theo completou quatro meses, foi a minha volta ao trabalho após licença maternidade. Aí já viu, né?! Aquele turbilhão de sentimentos, uma insegurança danada, uma saudade de apertar o coração… Mas no final deu tudo certinho e muitas coisas contribuíram para isso.

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No domingo, véspera de voltar a trabalhar, passei o dia sem pensar nisso, até porque estava com minha família numa festa, aí nem lembrei muito do assunto. Mas quando foi chegando o fim da tarde, a hora se aproximando, comecei a sentir o coração gelar. “Meu Deus, e agora? Como vai ser sair pela manhã sem meu pequeno, sem ter tempo de dar o banho dele? Será que ele vai sentir minha falta? Será que vai estranhar? Vai ficar bem? Vão saber cuidar dele?” São tantas coisas que passam pela cabeça de uma mãe nessa hora… Mas acho que, para mim, o que fez meu coração ficar mesmo apertadinho foi o que essa volta ao trabalho na verdade representou.

Meu trabalho, graças a Deus, é super, mega tranquilo. Apresento um programa de TV infantil aqui em Recife e só trabalho pela manhã. Minha sogra, que já vinha aqui para casa desde que Theo nasceu, continua vindo para ficar com ele. Ou seja, estou nas nuvens, né?! Então por que eu fiquei nervosa e desabei no choro no dia anterior? Fiquei me perguntando isso… primeiro porque acho qualquer mãe fica, ponto. Mas não é só a distância do bebê por algumas horas que me fez sentir tanta coisa.

A volta ao trabalho após licença maternidade para mim foi como uma voz dizendo “ei, sua vida tá aqui, as coisas continuam acontecendo e você não é grudada no seu filho. Vocês são pessoas diferentes”. Sabe aquela história que em um dado momento da vida o bebê percebe que não está mais ligado à mãe e isso gera um choque nele? Pronto, acho que a volta ao trabalho foi meio que isso para mim: um corte do cordão umbilical.

Me passou um filme na cabeça desses quatro meses tão intensos. Quanta coisa eu vivi, aprendi, senti! Depois de tudo o que aconteceu, acho que fiquei muito ligada mesmo ao meu bebê, como se me separar fosse “errado”, sentindo sempre uma “culpinha” por deixar ele quando precisei. Ainda mais eu que gosto de rua! E agora ali estava a vida, me chamando para ser eu novamente. É, acho que me esqueci mesmo de mim em vários momentos desde que ele nasceu. E voltar ao trabalho me obrigou a pensar nisso e ver meu filho não é ligado a mim e que vai ficar bem sem me ter por perto por alguns momentos.

E quer saber? É difícil, o coração continua apertado toda vez que saio de casa, mas está sendo bom. Estou tranquila porque sei que ele está sendo super bem cuidado (thanks, sogrinha!), meu horário é curto… Então, durante esse tempo que estou longe dele, eu converso sobre mil assuntos diferentes, abraço meus amigos, trabalho, me divirto, me arrumo e lembro do meu bolinho de goma com uma saudade que me faz querer voltar para casa correndo para apertar aquelas bochechas e dar um peitão cheio de leite, com aquele sorrisão besta no rosto que só uma mãe sabe qual é. Essa distância e essa saudade também fazem parte de uma maternidade feliz. 😉


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